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Doação de cabelos leva esperança a mulheres

Foi em 1970, quando os motores a combustão chegaram à Amazônia e começaram a ser instalados nos barcos que os casos começaram. As vítimas são mulheres, principalmente crianças, que perdem parte ou todo o couro cabeludo, às vezes orelhas e pele do pescoço e rosto.
Para auxiliar essas pessoas, um projeto pedagógico coordenado pela professora de sociologia, Karina Kiekow, movimentou alunos do Colégio e Faculdade Adventista da Amazônia.  A ação começou com o corte de cabelo de alunas voluntárias e finalizou na entrega dos fios como doações para o “Espaço Acolher”, da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. O projeto complementa o aprendizado para a matéria de sociologia e ensina valores como a importância do amor ao próximo.
Em muitos casos, parte do rosto das vítimas, em sua maioria mulheres, também é prejudicada e, por isso, o as ações do Espaço são fundamentais para levar mais amor e confiança para estas mulheres. O Espaço Acolher, além da confecção e doação das perucas, oferece auxílio emocional para o conforto das pessoas afetadas. O acidente é comum em meio às populações ribeirinhas, que não possuem embarcações com as normas de segurança adequadas. Os acidentes reduziram bastante com as campanhas de prevenção realizadas pelo Espaço Acolher em parceria com órgãos como o Ministério Público e Governo do Estado do Pará.
Luzia Matos, responsável pelo espaço, afirma que “hoje em dia os acidentes não ocorrem como antes. Atualmente, o espaço acolhe três pessoas por ano”. Segundo ela, “as doações de cabelo são importantes, pois os fios não são produzidos artificialmente. Por isso, essa ajuda é muito necessária para confecção das perucas para elas”, explica.
A aluna do Colégio da FAAMA, Suesy Brandão, participou da ação e fala do seu desejo em doar mais vezes. “Essa foi a primeira vez que eu doei cabelo e, sinceramente, eu gostei muito. O interessante é que, quando você começa a fazer uma boa ação, você sente mais vontade de fazer isso mais vezes. Eu agradeço à FAAMA por ter me proporcionado essa oportunidade. Com certeza não tem preço que melhor retribua minha ação, além do sorriso e gratidão dessas pessoas”, revela.
O projeto continuará no segundo semestre e a instituição espera que mais alunos possam se envolver e participar.